/ jogos com armas /
Há o contraste
O sorriso ensanguentado na terra
Jaz um corpo que ninguém sabe se é mulher ou homem
Um tronco nu, uma cabeça toda dilacerada
Cérebro, poeira, vento
Luz, olho, veias, calçadas.
E quando a lua das moscas e vermes brilham sobre o frio corpo
Que não é mais corpo
E muito menos vida.
Quando caixões já não mais são suficientes
Ocupam espaços e armazenam vidas eminentes
E quando os cemitérios já não terão mais espaços
Juntam-se caixões e corpos e poeira
Jazem-se luas e luas.
E quando o silêncio apaziguar a falta do mesmo bom dia
Da mesma risada tirada
Atirada pelo frio da morte
O frio da bala atirada pelo quente do cano.
Aqui há o contraste, a velocidade do som
Em um segundo tudo invade e apazigua a sofreguidão.
E já não são mais emitidos bom dias
E o povo se esconde com medo
Enquanto os imundos números aumentam
Os jogos com armas fazem do dinheiro, um emprego.
O sorriso ensanguentado na terra
Jaz um corpo que ninguém sabe se é mulher ou homem
Um tronco nu, uma cabeça toda dilacerada
Cérebro, poeira, vento
Luz, olho, veias, calçadas.
E quando a lua das moscas e vermes brilham sobre o frio corpo
Que não é mais corpo
E muito menos vida.
Quando caixões já não mais são suficientes
Ocupam espaços e armazenam vidas eminentes
E quando os cemitérios já não terão mais espaços
Juntam-se caixões e corpos e poeira
Jazem-se luas e luas.
E quando o silêncio apaziguar a falta do mesmo bom dia
Da mesma risada tirada
Atirada pelo frio da morte
O frio da bala atirada pelo quente do cano.
Aqui há o contraste, a velocidade do som
Em um segundo tudo invade e apazigua a sofreguidão.
E já não são mais emitidos bom dias
E o povo se esconde com medo
Enquanto os imundos números aumentam
Os jogos com armas fazem do dinheiro, um emprego.
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