/ limite /
a identificação desse rosto é uma incógnita na mente.
e nesse enigma eu me torno a re-decifrar.
a cadência dos clarões fantasmas
os monstros geométricos
a quimera gigante no céu
árvores em negativo fosforescente
um pedaço de sorriso morto uivando no mar.
o trem fantasma só de ida sem nem mais voltar
o sugador de almas com fome
o canibal demoníaco poliquântico
o terror sanguinário de barba e dentes
e os pedaços do espelho que espalharam-se no chão ao atravessar
e as paredes que te fecham pra te esmagar
e o seu corpo que te prende e tenta te devorar
até desmaterializar
prendendo o limite das coisas que trancamos pra não mais lembrar.
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